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Mostrando postagens de junho, 2017
Inferno. É a minha cabeça, minha casa. Um mar de caos constante onde a paz é uma terra que nunca parece chegar. Eu sou idiota, sou ingrata, ignorante, rude, arrogante, grossa, má, inútil, preguiçosa, uma decepção. Mas ela não. Ela é perfeita ― apesar de saber que não ―, é sempre a certa e a dona máxima dessa verdade. Eu sou só um grão de areia insignificante enquanto ela pisa em mim. Pisa em mim e se faz de vítima do que acontece ao redor. Inferno é o nome desse navio. Caos é o mar, bravo, inquieto e indomável. A Paz é um lugar maravilhoso, mas um mito, como Atlântida. Eu sou a vergonha, personificação da insolência e desobediência. Ela é quem comanda esse navio, enquanto eu estou presa na prancha sujeita a balas de canhão que me são atiradas todos os dias por ela, mas ela não vê. A ponta de sua espada está constantemente no meu flanco, mas ela se recusa a enxergar o sangue que mancha minha camisa por causa disso. Embaixo de mim nadam tubarões, o nome de sua raça é Passado. Es...