Não me fazia bem, mas eu não conseguia parar de pensar. Como alguém podia fazer algo assim? Fazer alguém amá-lo e o trair assim?
Eu estava prestes a explodir.
Não era algo que eu precisava evitar, eu precisava fazer. Precisava espairecer, explodir, voar.
O que eu era? Uma pequena deusa, só isso? Meu avô sempre disse, mas era só isso?
O que eu sou? Um espírito? Magia corre pelas minhas veias, mas não, ainda é pouco.
Não é ganância, é necessidade. Eu preciso disso. Não estou dançando por dançar, essa é minha terapia.
Eu sou fogo? Vulcões, destruição, catástrofe. Água? Oceanos, tempestades, caos;
O que eu sou?
Não sou um monstro, nunca fui. Eu sou algo, mas não algo ordinário. Algo grande.
Ainda assim, algo destruidor.
Eu não sou só uma garota, um espirito. Eu sou um dragão.
E agora eu estou caindo.
É um efeito colateral, eu sempre caio.
Fogo toma conta de mim e quando vejo estou nos céus, e quando está tudo bem novamente, a água me acolhe.
Eu danço, viajo entre o mundo real e o meu. É sempre assim. Eu sempre caio, mas vale a pena.
E só consigo voar quando estou acordada, mas isso não é voar.
Quando eu danço, quando meus pés me trazem para perto das estrelas enquanto eu viajo em mim mesma, em minha consciência e meus sonhos.
Isso é voar. Era isso que eu precisava.
O peso que tinha em mim se foi. Eu só queria que fosse assim com ele também. Queria que ele pudesse voar.
Acima de tudo, que ele fosse livre.
Do peso que carrega agora, e do que nem imagina que carrega.
Tudo.
Inclusive de mim.
Ainda sou a destruição, não só um dragão.
Eu também sou o tempo.
Não só a vida, mas tudo que a envolve, incluindo a morte.
E agora cá estou eu, precisando explodir novamente.
Não foi minha culpa, mas eu estou sentindo. Eu estou sentindo tudo... mais uma vez.
15/12/2014
N ã o era algo simples de esquecer. Um acidente grave havia ocorrido. E o pior, eles sabiam que a culpa era deles. Eles o chamaram. Era meia-noite. Como nos filmes clichês de terror. Eles se encontraram num sanatório abandonado, por algum motivo desejavam brincar com o que n ã o deviam. Desejaram chamar algo que n ã o entendiam ou poderiam controlar . A sess ã o come ç ou assim que todos se encontraram, no centro exato do lugar. Tentariam contatar um anjo. Uma pena n ã o ter sido o que eles queriam. Um dem ô nio veio a seu encontro. O que de certa maneira n ã o era errado, afinal, um dem ô nio n ã o é nada menos do que um anjo que caiu. N ã o é ? Sua destrui çã o foi come ç ando aos poucos, primeiro, um terremoto. A jovem Bianca foi a primeira a ser levada. Presa nos destro ç os do sanat ó rio enquanto seu irm ã o n ã o podia se perdoar por n ã o ter ido no lugar dela. Depois, Leo. Pobre rapaz. Um acidente de cozinha t ã o previs í vel. Mas quem podia saber que o fogo se ...
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